terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Prémio sobrivivente ao romantismo


Aqui apresento o primeiro selo criado pelo blog Sentimento Calmo intitulado de "Sobrevivente Ao Romantismo".Com este pequeno prémio, pretendemos honrar as pessoas que ainda se regem pelo coração. Que percebem o que é o verdadeiro amor, que lutam por ele, e o conseguem transmitir na sua escrita. Pretende-mos ainda vir a conhecer com isto mais sobreviventes ao romantismo.
Este prémio foi-me entregue pelas minhaa amigas Conceição Bernardino http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com/ e Fátima Santos http://beijo-azul.blogspot.com/ e por http://amusicadoteutoque.blogspot.com/
Este prémio obedece ás seguintes regras:
1) Exibir a imagem do selo;
2) Linkar o blog pelo qual se recebeu a indicação;
3) Escolher outros blogs a quem entregar o Prémio Sobrevivente Ao Romantismo.
Aqui estão os premiados:

Prémio Beautiful Blogger


Recebi este prémio que muito me honra das minhas amigas Fatima Santos http://beijo-azul.blogspot.com/, Conceição Bernardino http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com , da poetisa Mianna http://as-surpresas-da-mianna.blogspot.com/, e da poetisa Magui Ray http://chronopoetry.blogspot.com/, que guardo com muito carinho, obrigada

De seguida passo o prémio aos seguintes blogues

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Intempéries ciclónicas


As lágrimas secam-se no lago do olhar
Vidas, enredos, sentires, reflexões
Perdidos na brevidade do tempo sem fim
Esgares pulsáteis de vivências
Presentes no presente adivinhado
Lógico nos meandros desenrolados
Nas relações edificadas
Da culpa dual de seres carentes
Divergentes na união intemporal
Vidas angustiadas, desprotegidas
Vulneráveis ás intempéries ciclónicas
Dos eus reflexivos e fatigados de lutar

Sem armas, sem vontade de vencer
Abandonam-se à falta de ambição
Em reconstruir o tempo
No tempo que corre sem tempo
Olvidam-se passados vividos
Num futuro desconhecido
Somente a sobrevivência persiste
Nas almas amarguradas de sentir.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Prémio Dardos


Tive a honra de receber o Prémio Dardos da minha amiga Haere Mai http://beijo-azul.blogspot.com/ , de poetisa Magui Ray http://amusicadoteutoque.blogspot.com/ e de http://escrevuniverso.blogspot.com/, vou com todo o carinho tentar por mereçe-lo. Obrigado de coração pelo apoio que têm dado aos meus escritos, bem hajam.

"Com o Prêmio Dardos reconhecem-se os valores que cada blogger, emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os bloggers, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web”.Este Prêmio obedece a algumas regras:

1) Exibir a imagem do selo;
2) Linkar o blog pelo qual se recebeu a indicação;
3) Escolher outros blogs a quem entregar o Prêmio Dardos.

Sendo assim, atribuio o Prêmio Dardos aos blogs abaixo mencionados pelo valor que reconheço dos seus textos;

Gritos mudos - http://gritosmudos-romance.blogspot.com/
Blue Violin- http://mysterius-soul.blogspot.com/
Rituais sem nome - http://rituaisdomomento.blogspot.com/
Universo das letras - http://escrevuniverso.blogspot.com/
O canto da Rosa - http://ocantodarosa.blogspot.com/
Noitedemel - http://noitedemel.blogs.sapo.pt/
Amanhecer palavras ousadas - http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com/
A Música do Teu Toque - http://amusicadoteutoque.blogspot.com/

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Passos sem norte

Sinto o silêncio dos meus passos
vagueando sem norte
num vaivém vertiginoso
enjaulando-se impiedosamente
no empedrado do chão
ao sabor das correntezas
que navegam para lá do mar
em encostas escarpadas
em planícies infecundas
em desertos áridos
despidos de vegetação

Acelero a cadência dos meus passos
ambicionando galgar o tempo
do tempo que corre sem tempo
nas noites submersas em fluidos salgados
que sulcam o rosto tenso e sombrio
apossando-se das glândulas gustativas
adocicando o ar sufocante
libertado do coração prensado
pela robustez dos devaneios ansiados

Mas a razão comedida,
silenciosamente silencia
o vulcão existencial
entorpecendo o corpo
na frieza agreste da noite
onde os lençóis buliçosos atestam
o tumulto relampejado
da revolta irreflectida do ser
que só, tão somente quer ser…

Escrito a 07/01/09

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Analfabetos do saber

A Madrugada aproxima-se
Lentamente despede-se a noite
Desbotam-se as luzes artificiais
O silêncio segreda-me de ti
Recordação idílica em mim

Na quietude da noite fria
Corações doloridos dormitam
A noite alonga-se aqui…
Onde meu corpo cansado permanece
Alerta, vigilante, velando por ti
Gente … simplesmente gente
Corpos imperfeitos, falências vitais
Em urgências primordiais
Protegendo a vida da vida efémera de nós

Sonhos desfeitos, reflexões necessárias
Desejos castrados no tempo que se perdeu
Esperanças renascida, olhares agradecidos
Vozes tremulas, carências ausentes
Peito doloroso, ardente por ti

O sol nasce soalheiro do universo
O dia amanhece e com ele o futuro presente
Joguetes em um puzzle inventado pela vida
Pré destinado em ti, em mim, em nós
Visíveis nas forças cósmicas
Esboçados no livro grosso da vida
Com tinta imperceptível
E reescrito por nós
Analfabetos do saber

Escrito a 3/01/09

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Ondas de ternura

A praça em ondas de ternura
resplendece

Cantares trémulos
de cânticos natalícios
retinem na noite amena
acariciando os corações
ávidos de paz

Por tempo fugaz esquece-se
o sofrimento de sermos gente
e os rostos afogueiam no calor
emanado da multidão enternecida

Lá fora, gotículas orvalhadas
brotam suavemente de um céu cinzento
iluminadas pelas luzes artificiais
da antiga tradição Madeirense

No meu olhar a sombra viva de ti
ilumina-me num sorriso foragido
chamejando o meu peito vibrante
de ondas prementes em mim

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Amalgama dolorosa

O azul do meu mar enegrece
A sombra do meu olhar acentua-se
De tristeza parida pelo tumulto do teu mar
Neste entardecer antecipado
A música da alma ecoa adocicando
O olhar marejado e carente de azul
Por lapsos de tempo intemporal
A alma navega sem quimeras
Ao sabor de rotinas pré existenciais

E o tempo não pára nem recua
Avança sempre implacável
Os sentires misturam-se
Numa amalgama dolorosa
De quereres impetuosos
Afagos, lágrimas, silêncios
Sussurros embargados
Pelo longínquo horizonte
Corpos cansados dispersos ameigados
Pela imensurabilidade universal
Persistente, sentida e presente … sempre

Época de reflexão

Da Janela olho
Luzes a brilhar
Em cada casa
Em cada lar
Em cada um
Uma história para contar
De amor, paixão
Desejo e emoção
Tudo começa e acaba
Tudo é ilusão
Mas algo permanece.
A morte, a alma
A perfeição
Nada fica imutável
Tudo nasce
Tudo morre
Tudo se aperfeiçoa
Que segredo é esse?
O que não sabemos?
O que se esconde
Em cada vida?
Em cada um de nós?
Mas isso que interessa?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O mar no meu olhar


Escuto o sussurrar do mar
Segredando segredos inaudíveis
Como uma carícia humedecida
Afagando o calhau vivo da praia
Num vaivém ternurento de prazer

E eu que faço?

Banho-me nessas ondas espumosas
Onde mergulho sem temor
Consciente da época invernal
Que importa

Em murmúrios flamejantes
Dispo-me das sombras enegrecidas
E visto-me do soalheiro do sol
Brilho ameigada pela quietude
Dessas águas cristalinas
Da ardência do meu sol
Cintilando em céus límpidos
Em melodias sensoriais
Em corpos vestidos de amor
Perco-me na imensidão de sentires
Feliz de ser o que sou
De usufruir das ondas e do sol
Desta minha ilha seduzida
Por ti….. praia idílica

Onde o horizonte longínquo
É a quimera do meu sonho de mulher

sábado, 6 de dezembro de 2008

Imensurabilidade universal


Partilhamos sentimentos, emoções
Amores renascestes e ancestrais
Rasgos de afagos ardentes
Assim … espontaneamente

Tocas-me em desvelos de ternura
Imensurabilidade universal

Buscas o cerne em ti, em mim
Engrandecida pela pulcritude
Intemporalidade efémera de nós
Juntam-se palavras carentes
Obramos a amizade transcendente

Aqueço-me no soalheiro do teu sol
Zarpo no azul desse teu mar
Unto-me de doce maresia
Libertando devaneios de mim, de nós

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Momento sublime na ausência de ti



A noite cobre-me com o seu manto negro
envolve-me nas luzes estrelares
na macieza do luar pardacento
anjos celestiais embalam-me
na ode orquestral da melodia da alma
a realidade transforma-se
nas asas da voz celestial
plano a poeira cósmica
eclodindo no passado longínquo
visualizando-me no futuro
desta vida efémera, sem tempo
só sentires na imensidão do corpo
castrado, dançarino sinuoso
aprisionado das notas orquestrais
liberto na infinitude das partícula ionizadas
sem dono, sem pejo, liberto…..
voando mais e mais
para além de mim, de ti, de nós
no nada e no tudo ancestral
onde as ondas da ternura
estremecem na imensidão de mim
em gotas orvalhadas e liquidificadas.
escorrendo na face expressiva de ti.
Voz angelical.

Corpo vestido de paixão

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Perguntas e mais perguntas
Enredos, sentires, vidas e vidas
Perco-me nesses labirintos longínquos
Dos estados de alma, meus e teus
Brotam em cascatas, versos agridoces
Mesclados de ternura, de doces sensações
Aglutinados em vocábulos sentidos
Em consoantes sofridas e vogais desejadas
Inseridas em poemas de ilusão
Arrefecidas pelo vento das planícies
Madrugais coloridos de nuvens outonais
Em rios turbulentos e límpidos
Que escorem na foz do coração
Exacerbando as batidas lentas da emoção
Neste corpo vestido de paixão.

Trajada de ti



Parto sem olhar para trás
Comigo levo a saudade
O sofrimento, a solidão…
Ausento-me para encontrar-te
Numa outra dimensão
Em novos paralelos de mim
Transvazando a dor
Na terra remexida e húmida
Em jardins esquecidos
De flores murchas e orvalhadas
Em labirintos desconhecidos
Onde habitam os fantasmas de mim
Na noite cerrada e enegrecida
Desta ilha longínqua
Desconhecida de si
Deambulo desnuda
De secretos tesouros
Mas trajada de ti

Aos confins do universo


Deslizo o olhar sequioso
Pelas águas salpicantes
Das vagas silenciosas e irrequietas
Desnudadas pela carícia do sol
Desta ilha enfeitiçada por ti
As escarpadas encostas brilham
Ante os meus olhos marejados
Pelo salgado cristalino do mar
E fustigados pela brisa arisca de mim

Meu corpo sulca as ondas
Guardiãs de vastos segredos
Imobiliza-se, insensível …estático
Abandonado por mim naquele barco
Perco-me em pensamentos delirantes
Translado-me para outra dimensão
De liberta comunhão existencial
Perco-me mais e mais, sem pudor
Nessa voluptuosa viagem
Aos confins do universo
Onde nada é proibido
Nada é recalcado
Tudo emerge na realidade
Da consciência consciente
Dos corpos e das almas.