terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Amalgama dolorosa

O azul do meu mar enegrece
A sombra do meu olhar acentua-se
De tristeza parida pelo tumulto do teu mar
Neste entardecer antecipado
A música da alma ecoa adocicando
O olhar marejado e carente de azul
Por lapsos de tempo intemporal
A alma navega sem quimeras
Ao sabor de rotinas pré existenciais

E o tempo não pára nem recua
Avança sempre implacável
Os sentires misturam-se
Numa amalgama dolorosa
De quereres impetuosos
Afagos, lágrimas, silêncios
Sussurros embargados
Pelo longínquo horizonte
Corpos cansados dispersos ameigados
Pela imensurabilidade universal
Persistente, sentida e presente … sempre

2 comentários:

Haere Mai disse...

Sentires Infinitamente belos!
Coração lindo e enorme na capacidade de amar.

"Pela imensurabilidade universal
Persistente, sentida e presente … sempre"

Para Sempre!

Beijo azul...Sempre!

☆Fanny☆ disse...

Desejo que a Noite de Natal seja brilhante de alegria, iluminada de amor, paz e harmonia.
Seja a noite especial de sonhos renovados,fazendo de nossa vida uma extensão desta magia, renascendo continuamente em amor e fraternidade.

Com carinho,
Fanny