quarta-feira, 14 de maio de 2008

Sou o fantasma da dor



Sou o fantasma da dor
Preso no tempo infinito
Soluço, mas ninguém me ouve
E tu, porque não me ouves?
Um dia ouviste-me…

Vagueio na imensidade da vida
Perdida, sem direcção
Na noite pardacenta da soidade
Deste amor que me afaga o coração
Ouves-me? Não… eu sei
Como podes ouvir um fantasma
Disperso, na 5ª dimensão?
Sou o fantasma da dor
Preso no tempo
Em completa meditação
À espera de concluir o seu ciclo
Transmutar-se novamente
Na esfera da humanização
E voltar a viver
Em plena libertação

Talvez assim me oiças
Quando eu te murmurar baixinho
Não me abandones, fica
Aquece a minha alma
Com o teu sorriso e o teu carinho.

1 comentário:

Graça Lopes disse...

Ah! ter medo das sombras e do luar,
e do silêncio e da própria voz
Medo de alguém mas, sem o confessar,
Medo talvez, ainda mais de nós...

Ah1 podermos fugir, quebrar o encanto
de uma fraquesa má, que a horas mortas
-Hora de amor? Hora de tentação?...-
busca forçar as portas
do coração,
atónito de espanto!...

...para ti poetiza...Irmã, Soror Saudade...pelo prazer do teu blog...e perdoa este atrevimento...