sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Quero-te, veneno de mim


Quero-te sol, lua, terra
quero-te a ti
veneno de mim
lágrimas pérolas dosificadas
que resvalam suavemente
pela face outonal
renascido por ti primavera
só por ti flor do meu jardim
raiva existencial racional de ti
que suaviza em mim
nestes caminhos lamacentos
de uma alma camuflada
sem sul, leste ou oeste
só norte em ti
ternura de mim
incontrolável
de ser assim por ti
sem ouro, sem prata
como um tesouro lançado
ao vento num afago persistente
liberto de mim.

1 comentário:

Haere Mai disse...

Não posso transcrever nenhum excerto do teu poema que mais me comovesse. Não posso!É uno ...coeso... um todo...De ti?

Doce veneno!
Beijo azul...Sempre!