quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Quero-te renascida… flor imperial

Perco-me no labirinto
desse jardim que é só teu
toco cada flor delicada
Sinto o aroma inebriante
acariciando a minha pele
sedenta de querer sorver…
mergulho nas pétalas orvalhadas
sem medo dessa flor singular
refrescando a alma olvidada
hidratando o âmago do meu viver

Quero-te renascida… flor imperial
ao afago das minhas asas
do meu zumbido sideral
que importa
se é Outono, Primavera ou Verão
se o vento vive em tempestade
ou se adormece em exaustão
que importa os maremotos
os terramotos, a destruição
quero-te vibrante, colorida
nesse jardim universal
nesse solo arado pelo pranto

Rogo aos Deuses do além
chuva incandescente e mágica
inundando os caules arqueados
desse jardim perdido no nada

1 comentário:

Novo Olhar disse...

Um poema muito belo Lilina
Um jardim de onde brotam as mais belas flores, amainando as tempestades...

Beijos
Dolores