segunda-feira, 23 de junho de 2008

Quero olhar-te, ver-te e sentir-te

Eu mortal na minha imortalidade
não quero ser imortal na minha intangibilidade
Quero olhar-te, ver-te e sentir-te bem fundo
Olhar os teus olhos de mel
Ver de perto as rugazinhas,
quando tu docemente sorris.
Ver o brilho de felicidade neles retidos
Ver a beleza contida nesse olhar marejado
Ver a construção de um poema teu
Ver o que vês na poesia que eu esculpo
Quero olhar-te e ver-te nem que seja numa foto,
numa aguarela imaginada por mim

(na intangibilidade não quero ficar)

Quero sim sentir, olhar e simplesmente estimar.
até ao dia que te vou abraçar
sentir o teu corpo pleno, no meu
deixar tagarelar o meu coração
acariciar os teus cabelos sedosos
murmurar-te ao ouvido
por favor, sente-me
e leva-me contigo
mesmo que não me queiras ver


Escrito a 23/06/08

1 comentário:

(Apollo 11) disse...

A espera quase sempre é tão difícil o que nos vale é ter-mos a capacidade de sonhar e com o sonho tudo sentir, tudo ver e até amar. Basta-nos nossos sonhos em muita imaginação "embrulhar".
Adorei seu poema assim como o seu bem estruturado Blogue parabéns!

Mil beijinhos...