sábado, 6 de junho de 2015

.... visto-me do avesso


Toco no reverso da alma,
visto-me do avesso e rio-me do tempo,
em gargalhadas cínicas, desafio-o
poderosa força avassalando a mente
numa brisa translucida que me cobre
ao de leve
e transporta-me
num adejar de asas febris
ao teu encontro despida

Escrito a 1/06/15

2 comentários:

Anónimo disse...

Perfeito.
Adorei te ler.
Um traço leve, sem desalinho.
Sendo breve.
No que quis dizer.
Bravos.
PG

Jorge Santos disse...

Que grande vantagem trazer a alma virada do avesso!
Ao menos escrevem-se versos.
Escrevem-se versos, passa-se por doido, e depois por génio, se calhar.
Se calhar, ou até sem calhar,
Maravilha das celebridades!
Um transeunte olha para mim com uma estranheza ocasional.
Estaria eu a fazer versos em gestos e caretas?
Pode ser...
F.Pessoa